Ei Medina, pedido para o Rock in Rio 2015

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Agora que o Rock in Rio acabou, todas as análises e críticas foram feitas, hora de pensar no próximo, daqui 2 anos.

Não vou ficar teorizando sobre as atrações, como foi e como deveria ser, só acho que apesar de muitas críticas que se possa fazer ao festival, ele tem sua importância inegável e contribuiu bastante para a popularização do rock no Brasil. Desde a 1ª edição, em 1985, quando trouxe ao país Queen, AC/DC, Ozzy, Yes, Whitesnake, Scorpions, Iron Maiden, a maioria pela 1ª vez, em época que shows deste nível eram raros.

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Desde então, pode-se dizer que as atrações decaíram, mas isto também é reflexo do momento vivido pelo rock em cada época. Ainda assim, na 2ª edição, em 1991, tivemos o Guns’n’Roses, a grande sensação do momento no mundo, Faith no More, que iria se tornar outro grande nome, Judas Priest e Megadeth, mostrando que o festival iria se tornar mais pop com o tempo, mas não deixaria de lado as bandas mais pesadas, inclusive abrindo espaço para o Sepultura que já era uma banda importante, mas ainda não tinha explodido em todo o mundo como aconteceu logo depois. Nomes já lendários no Rock, como Santana e Joe Cocker também foram lembrados.

Dez anos depois, a 3ª edição em 2001, trouxe novamente os maiores nomes do momento, R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Guns, Iron e Sepultura novamente, Queens of the Stone Age, que era um nome ainda novo na época, e pela 1ª vez no Brasil, outra lenda, Neil Young. Este foi escolha pessoal do organizador Roberto Medina, sem a força do festival talvez nunca tivesse vindo ao país.

A histórica apresentação, um dos melhores shows que vi

Na quarta edição, novamente com intervalo de 10 anos, em 2011, Guns e RHCP outra vez, Lenny Kravitz, Metallica, mantendo a tradição do peso ao lado do lendário Motörhead, System of a Down e Slipknot, mais modernos.

Se nesta edição, de dois anos atrás, não tivemos nenhum nome maior ligado aos clássicos, a vertente pop cresceu, assim como na edição atual, desta vez tivemos extremos, da sofisticação de Bruce Springsteen and The E Street Band, a Slayer e Krisiun! A presença de The Boss, assim como fora com Neil Young, foi capricho pessoal de Medina. Assim, graças novamente ao Rock in Rio, tivemos a oportunidade de ver um show histórico, não apenas no festival, mas também, e principalmente, em São Paulo.

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Vale lembrar que outros artistas também tocaram em SP e outras cidades, aproveitando a viagem ao país para participar do festival. Mas no caso de Springsteen, foi especial, afinal ele não vinha havia 25 anos, e talvez não viesse tão cedo. Assim como ocorreu com Young, em 2001, são artistas cujos empresários tem medo de apostar em trazer ao Brasil, devido aos custos e incertezas com relação a arrecadação, mas ficou provado que é um medo injustificado.

Ou seja, em ambos os casos, Medina nos proporcionou oportunidades raras de ver artistas icônicos, em apresentações antológicas! Sendo assim, aqui vai meu pedido para 2015, mantendo a linha; Medina, traz Tom Petty & The Heartbreakers!

Ah, e se não for pedir demais, Allman Brothers Band também! 🙂
(Pode parecer utopia, mas vale lembrar que o SWU trouxe o Lynyrd Snynyrd com sucesso)

Rodrigo Branco
https://www.facebook.com/rodrigo.branco.3

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