Parabéns mestre Neil eterno Young

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Hoje, 12/11/2013, o velho bardo canadense, completa 68 anos. Para homenageá-lo, resgatei três textos antigos postados em meu blog no site da Kiss, um deles, há exatos 3 anos, quando Neil fez 65.

 

Like A Hurricane – A fúria de Young
*Texto publicado originalmente em 07/03/2009. Preservando o mesmo formato, linguagem e imagens, sem alterações.

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Aqui vai mais uma Dica do Branco, mas desta vez não vou voltar ao passado, vou ao futuro e indico um disco que ainda não saiu e também não ouvi, mas tenho certeza, é biscoito fino! Estou falando do novo trabalho do senhor Neil Percival Kenneth Robert Ragland Young.

Falta exatamente um mês para o lançamento de Fork On The Road, mas parece que foi ontem que saiu o fabuloso Chrome Dreams II. É incrível como Neil Young aos 63 anos tá mais ativo que nunca, lançando praticamente um disco por ano, nos últimos 4 anos, como fazia em início de carreira. Mais incrível ainda é como a mídia de maneira geral consegue ignorar solenemente toda esta produção de um dos gênios da música nas últimas décadas, tocando sempre as mesmas duas canções mais conhecidas de Neil, como se a extensa obra do artista se resumisse a isto…

E não pense você que estes últimos discos não tem qualidade, tem sim, e muita. Músicas como a singela Beautiful Bluebird, que abre o último disco e nos remete a fase folk, áurea, de Young, ou Spirit Road e Dirty Old Man, onde Neil nos mostra a fúria de sua guitarra distorcida. Canções que deveriam ser obrigatórias mas acabam esquecidas. E o que dizer de Let’s Impeachment The President? Uma das canções políticas mais diretas da história, acusou Bush de ser um mentiroso, de ter levado o país ao caos e conclamou todos a pedirem a deposição do presidente dos EUA, no álbum Living With War, de 2006.

Mas não adianta nada eu falar de cada disco recente de Neil, uma vez que pouco se conhecem os clássicos. Porém se eu for falar de cada um, fica difícil. Então a minha recomendação à você que curte Rock é a de que não se deixe limitar, Neil Young é muuuito mais do que Rock In A Free World e My My Hey Hey. Procure conhecer melhor a obra desse artista singular, respeitado e admirado por 100% de seus pares. Discos como Everybody Knows This Is Nowhere, After The Gold Rush, Zuma, Comes A Time e Rust Never Sleeps são o supra-sumo do início da obra solo de Young. Mas já nos anos 90 pauladas como Ragged Glory, Harvest Moon, Sleep With Angels e Mirror Ball, trazem clássicos modernos do Rock’n’Roll que merecem ser conhecidos!

Procure em seu buscador pérolas como Cinannon Girl, Down By The River, Cowgirl In The Sand, Southern Man, When You Dance I Cant Really Love, Heart Of Gold, Alabama, The Needlee And The Damage Done, Words, Don’t Cry No Tears, Barstool Blues, Cortez The Killer, Like A Hurricane, Look Out For My Love, Lotta Love, Motorcicle Mama, Fuckin’ Up, Love And Only Love, Unknown Legend, Piece Of Crap e Downtown. Depois me diga se tenho ou não razão.

Mas se você achou que é tudo muito calminho, Folk demais para a sua cabeça rocker, e agora que já conhece um pouco a obra de Young em estúdio, procure as mesmas canções ao vivo. Aí você vai descobrir o quanto de saturação pode aguentar um velho amplificador valvulado, vai entender porque tanta banda barulhenta idolatra Neil Young, afinal o velho canadense é conhecido pelas longas improvisações, energia e peso ao vivo. E não estranhe as microfonias e desafinas, isto é Rock’n’Roll puro, latente, sem frescuras…

Conheça www.neilyoung.com

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Queremos Neil Young no Rock in Rio 4

*Texto publicado originalmente em 12/11/2010. Preservando o mesmo formato, linguagem e imagens, sem alterações.

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Nesta sexta-feira, Neil Young completou 65 anos. Genial compositor, cantor e guitarrista, o canadense radicado nos EUA desde meados da década de 60 se tornou um dos nomes mais cultuados e respeitados da história do Rock.

Sua longa obra, desde os tempos de Buffalo Springfield e Crosby, Stills, Nash & Young, passando pelos 40 anos solo, lhe renderam o status de poeta, comparado a Bob Dylan, hora contestador, hora romântico, hora agressivo, hora sereno, hora voz e violão, hora guitarras distorcidas, explodindo em microfonias.

Porém, apesar de estar produzindo tanto quanto em sua época áurea, saudado como deus por público e crítica, para não fugir à regra, Neil passa por um momento conturbado em sua vida. Recentemente perdeu o velho companheiro de estrada, Ben Keith, com quem gravou alguns discos clássicos e fez diversas turnês.

O velho guitarrista, ícone da Country Music, faleceu de infarto aos 73 anos, no rancho de Neil, na California, quando gravavam o disco Le Noise, recém-lançado.

Já anteontem, um incêndio atingiu um galpão onde Neil guardava algumas de suas paixões, como instrumentos, obras de arte e principalmente, os carros antigos, Cadillacs e outros modelos clássicos. “Felizmente”, a maior parte da Neils Garage foi salva do fogo…

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Em 2001, Neil esteve no Brasil pela primeira, e até agora única, vez. Um show absolutamente memorável no Rock in Rio III, o qual considero o melhor entre as centenas de apresentações internacionais que vi. Em 2008, Neil participou novamente de um Rock in Rio, porém, em Madri. Sabendo que teremos o festival novamente no Brasil em 2011, exatos dez anos depois, é a oportunidade perfeita pra trazer o velho canadense de volta ao nosso país.

Sendo assim, por favor, MEDINA: TRAZ O NEIL DE NOVO PRA GENTE!!!

Você fez um bem inestimável a esta nação, nos dê mais uma vez este prazer!

 

Quando as coisas mudaram?

*Texto publicado originalmente em 23/02/2013. Preservando o mesmo formato, linguagem e imagens, sem alterações.

Neil Young conta que quando viu na revista Time as fotos dos jovens mortos por tropas do governo, durante uma manifestação na Universidade de Kent, em 1970, na hora sentiu uma revolta tão grande que pegou a guitarra e compôs este hino de protesto, que viraira hit nas rádios americanas semanas depois.

Ai eu fico pensando, onde foram parar os gênios da música?

Tin soldiers and Nixon coming,
We’re finally on our own.
This summer I hear the drumming,
Four dead in Ohio…

Rodrigo Branco
https://www.facebook.com/rodrigo.branco.3